2020 foi um ano monumental para o setor de infraestrutura de TI. O início da pandemia mudou a forma como a infraestrutura de TI era tradicionalmente vista — de vários servidores empoeirados no fundo de uma sala para empresas ganhando bilhões de dólares em receita com o crescimento explosivo da nuvem. De acordo com um relatório da Datacenter Dynamics, os gastos com serviços de infraestrutura de nuvem no primeiro trimestre de 2020 atingiram US$ 29 bilhões, um aumento de 37% em relação ao ano anterior. Em maio de 2020, a AWS anunciou que a empresa ultrapassou US$ 10 bilhões em receita em um único trimestre pela primeira vez.
Empresas de todos os tamanhos e de diferentes setores foram coagidas a entrar na onda da transformação digital e investir na melhoria do ambiente de TI para garantir a continuidade dos negócios.
No entanto, a pandemia de COVID-19 foi apenas um catalisador; um passo maior ainda precisa ser considerado — como se tornar resiliente contra incertezas. Ataques cibernéticos, violações de segurança, mudanças climáticas, regulamentações de dados e políticas governamentais aumentaram a incerteza do clima de negócios atual, forçando os proprietários a perceberem como podem se preparar em caso de qualquer fator desconhecido de interrupção dos negócios.
Importância da resiliência da infraestrutura
Não é possível prever e evitar todos os perigos, então a chave é gerenciá-los. Ter um plano de resiliência bem definido pode economizar bilhões de dólares em perdas para as empresas, pois reduz o risco e o impacto das ameaças.
A resiliência da infraestrutura é a capacidade da infraestrutura de uma empresa de se adaptar, mitigar e responder a estresses dentro do ambiente de TI por meio da integração de software e aplicativos. O sistema de TI pode se transformar para garantir que funções e processos essenciais de negócios sejam mantidos. A infraestrutura de TI agora precisa resistir ao teste do tempo, e ser à prova de futuro é fundamental.
Aqui estão algumas coisas importantes a serem observadas ao construir a resiliência da infraestrutura:
Alcançando uma infraestrutura ágil e flexível por meio da computação em nuvem
Seja a pandemia, mudanças climáticas ou instabilidades políticas, ser adaptável é o caminho a seguir para as empresas navegarem por crises sem precedentes. Para alcançar a resiliência, as empresas precisam que o hardware e o software sejam ágeis e flexíveis. O ambiente de infraestrutura de TI deve ter a capacidade de escalar e a flexibilidade para suportar cargas de trabalho pesadas quando necessário. É aqui que a computação em nuvem desempenha um papel enorme.
O surgimento da infraestrutura de nuvem permitiu que as empresas se movessem do espaço tradicional de hardware de TI e modernizassem a infraestrutura de TI. A infraestrutura de TI baseada em nuvem não é apenas escalável e flexível, mas também mais fácil de implantar, pois é focada em software e definida por software. O investimento mínimo ou nulo em custos iniciais de hardware e o suporte e facilidade para mover diferentes cargas de trabalho e aplicativos para ambientes de nuvem por meio de plataformas de nuvem como serviço (PaaS) ajudaram a nuvem a crescer para o negócio bilionário que se tornou hoje.
Com as empresas podendo optar pela melhor estratégia de nuvem, seja pública, privada ou nuvem híbrida, as empresas podem reduzir riscos e CapEx e ter a capacidade de serem ágeis e flexíveis conforme necessário.
Para apoiar a resiliência da infraestrutura, a computação em nuvem fornece às empresas uma maneira de garantir que cargas de trabalho críticas ainda estejam em execução, possam escalar para cima ou para fora à medida que as cargas de trabalho aumentam em complexidade, tudo isso mantendo a eficiência de custos. Espera-se que as empresas passem por transformações tecnológicas em um ritmo acelerado, e as organizações estão olhando para migrar operações críticas, programas voltados para o cliente e aplicativos para plataformas híbridas ou multicloud.
Automatizando cargas de trabalho para melhorar a eficiência operacional
À medida que a complexidade dos dados cresce, muitas organizações estão automatizando tarefas para construir e apoiar fluxos de trabalho inteligentes e simplificar processos. Ferramentas alimentadas por IA/ML e plataformas AIOps ajudam as organizações a gerenciar sua força de trabalho e recursos de forma eficiente, sem necessidade de intervenção humana.
A automação de diferentes processos ajuda as empresas a acelerar processos diários, reduzir erros humanos e também redirecionar investimentos em ativos humanos de volta para a empresa para outras necessidades. O foco renovado está na agilidade da infraestrutura de TI e menos tempo é gasto encontrando e corrigindo erros.
Tomando decisões bem informadas para apoiar o plano de resiliência de TI
Com todos os aplicativos, softwares, ferramentas empresariais e ferramentas de monitoramento em que as empresas estão investindo, é bastante fácil perder a compreensão do quadro geral. Análise de dados é considerada para tomar decisões estratégicas bem planejadas e baseadas em dados. Entender os dados é fundamental aqui porque as decisões corretas permitirão que as organizações aumentem a geração de receita, melhorem a experiência do cliente, a agilidade operacional, reduzam o tempo de lançamento no mercado, a mobilidade de equipes multifuncionais e outros.
Decisões baseadas em dados são essenciais para obter inteligência de negócios. Inteligência de negócios combinará, portanto, não apenas a tomada de decisões baseada em dados, mas também a resiliência de dados, o processamento de dados, o acesso a dados e todas as outras facetas da gestão de dados.
Garantindo a proteção de dados
A infraestrutura é resiliente quando os dados estão seguros e protegidos. Os proprietários de ativos de dados devem monitorar e analisar continuamente os riscos envolvidos que poderiam violar a segurança dos dados e decidir sobre planos de ação que possam proteger dados críticos. Identificar as várias possibilidades iminentes de ameaças e ataques cibernéticos e construir uma rede cibernética bem unificada e densamente integrada é fundamental para proteger todos os ativos de infraestrutura de TI.
Uma boa suposição a fazer ao decidir sobre um plano de resiliência de infraestrutura de TI é que vários ataques cibernéticos acontecerão e serão bem-sucedidos. Essa suposição força os usuários a identificar e parar os riscos antecipadamente, o que impede que ataques violem a rede da empresa e roubem dados classificados ou críticos.
Crescimento do papel da internet das coisas (IoT)
O advento de novas tecnologias empolgantes, como IoT, IA, 5G, ML, computação quântica e realidade estendida, mudou a forma como as empresas são geridas, e elas são o conduto com o qual as empresas estão tornando sua infraestrutura de TI resiliente.
O futuro é conectado, seja cidades conectadas, carros ou até mesmo vida conectada, e configurar a infraestrutura agora para estar pronta quando o conectado se tornar a nova norma ajudará as empresas a estabelecer sua presença em vez de ficar para trás. Ao se preparar para o futuro e estar pronto quando o momento chegar, as empresas não enfrentarão problemas ao entrar no novo normal. Empresas que estão completamente perdidas quando o futuro chega enfrentarão desafios tecnológicos e repercussões, o que pode levá-las ao fracasso.
O futuro é crescimento
Com toda a necessidade em torno da resiliência da infraestrutura, toda empresa precisa entender que o crescimento é iminente — seja crescimento a partir de dados, de operações ou de funcionários. Esse fator de crescimento desempenha um papel importante ao discutir resiliência.
Por exemplo, a categoria de Software de Videoconferência no G2 experimentou um crescimento explosivo com o início da pandemia, com um crescimento de 1234,95% ano a ano no tráfego da categoria em abril de 2020. No entanto, apenas aqueles que já estavam usando uma ferramenta de videoconferência conseguiram manter a continuidade dos negócios, enquanto outros ficaram correndo atrás de algum software ou outro para manter os funcionários conectados.

O que é fundamental aqui é que não era apenas importante ter o software, mas devido ao crescente conteúdo de dados de videoconferência, a carga em uma rede de empresa aumentou e uma rede poderosa teve que estar em vigor para manter esse aumento. Uma empresa que tinha um plano bem pensado — a ferramenta de videoconferência certa, uma rede forte para suportar cargas de dados aumentadas, as cargas de trabalho e processos certos para gerenciar os dados — conseguiu sobreviver à pandemia e também está com o pé direito para gerenciar em um mundo pós-pandemia.
A mentalidade por trás de deixar ir
Quando uma empresa decide focar na resiliência da infraestrutura e se preparar para o futuro, a primeira coisa a fazer é deixar de lado softwares antigos e infraestrutura de TI que não se encaixam no novo plano. Muitas vezes, as empresas relutam em fazer isso porque acham irracional mudar para uma nova solução quando a antiga está funcionando perfeitamente bem.
A tecnologia legada pode facilmente atrasar um negócio, o que dá aos concorrentes uma forte vantagem para ultrapassar e fazer melhor na indústria. É importante não se apegar emocionalmente, mas sim ser proativo e escolher o melhor plano à prova de futuro.
Olhando para frente e adiante
A necessidade de estar à prova de futuro e resiliente é mais importante agora do que nunca. A transformação digital deixou de ser apenas mais uma palavra da moda para a realidade em que todos vivemos. A transformação digital pode assumir inúmeras formas por meio de inúmeras aplicações e tecnologias. Cabe às organizações identificar o que funciona melhor e definir metodologias a serem seguidas.
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Em última análise, ter uma infraestrutura resiliente para apoiar iniciativas de transformação digital impulsionará a centralidade no cliente, segurança de dados e apoiará as empresas a estarem preparadas para o futuro. A resiliência da infraestrutura ajudará várias empresas a combater inúmeras incertezas, a menos que possuam uma bola de cristal para ver o futuro.
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Preethica Furtado
Preethica is a Market Research Manager at G2 focused on the cybersecurity, privacy and ERP space. Prior to joining G2, Preethica spent three years in market research for enterprise systems, cloud forecasting, and workstations. She has written research reports for both the semiconductor and telecommunication industries. Her interest in technology led her to combine that with building a challenging career. She enjoys reading, writing blogs and poems, and traveling in her free time.
